História

Histórico da CEB

O "Grupo Empresarial CEB" tem como controladora a Companhia Energética de Brasília - CEB, cuja origem é a Companhia de Eletricidade de Brasília - CEB, oriunda do Departamento de Força e Luz da Novacap, criada em 16 de dezembro de 1968. Com o investimento em novos negócios a partir de 1992, a CEB passou à denominação Companhia Energética de Brasília, obtendo concessão de gás canalizado em 1993 e para participar de consórcios de aproveitamento hidrelétrico, a partir de 1994. Em 2006, em atendimento ao disposto na Lei nº 10.848 de 15/03/2004 e à Resolução Autorizativa nº 318/Aneel de 14/01/2005, a CEB foi submetida a uma reestruturação societária, passando, respectivamente, as concessões de distribuição de energia elétrica no Distrito Federal, de geração das Usinas do Paranoá, Termoelétricas de Brasília e de geração da Usina de Queimado (parte da CEB no Consórcio Cemig/CEB) para as empresas CEB Distribuição S.A., CEB Geração S.A. e CEB Participações S.A. - CEBPar.

 

 

Quando Juscelino Kubitschek decidiu construir Brasília, encontrou logo um sério problema: como suprir de energia elétrica da região que abrigava a nova Capital Federal?

Para se ter uma ideia, não existia nenhuma fonte de geração de energia elétrica nas proximidades. Isso sem falar que o prazo imposto pela data fixada para a inauguração da nova cidade - 21 de abril de 1960 - era relativamente curto para se instalar uma fonte de energia local, em caráter definitivo.

 

A alternativa existente era o aproveitamento da energia da Usina Hidrelétrica de Cachoeira Dourada, que ainda estava sendo construída na divisa dos Estados de MG e GO, distante quase 400 km de Brasília. Mas só a partir de agosto de 1959 é que a Capital começou a receber energia elétrica desta usina, de 10.000 kW e a partir daí foram implantadas as primeiras redes elétricas definitivas, com circuitos aéreos e subterrâneos.

 

Suprimento Provisório - Antes disso, o suprimento provisório foi feito através de medidas emergenciais, como a aquisição de dois motores diesel-elétricos de 90 kVA cada; a construção de uma pequena usina hidráulica no Catetinho (para abastecer a primeira residência do Presidente no Planalto Central), e outras, em 1958, a de Saia Velha para energizar os escritórios, oficinas, serrarias, olaria, aeroporto e residências da NOVACAP e da Granja do Ipê . Outra usina começou a ser construída, a do Paranoá, mas que só ficaria pronta em 1962.

 

 

A NOVACAP, por meio do Departamento da Força e Luz-DFL, foi o órgão responsável pelos serviços de eletricidade no Distrito Federal, no final da década de 50 e início dos anos 60.

 

O Ministério de Minas e Energia (www.mme.gov.br/) determinou que outras empresas do setor elétrico - Centrais Elétricas de Minas Gerais S/A (www.cemig.com.br/), Centrais Elétricas de Goiás S/A (www.celg.com.br/) e Companhia Paulista de Força e Luz (www.cpfl.com.br/) dessem suprimento a nova capital.

 

Antes disso, o suprimento provisório foi feito através de medidas emergenciais, como a aquisição, em 1956, de dois motores diesel-elétricos, de 90 kVA cada; a construção em 1957, de uma pequena usina hidráulica no Catetinho, de 10 HP (para abastecer a primeira residência do Presidente no Planalto Central), e outras duas em1958, em Saia Velha de 400 kVA (para energizar os escritórios, oficinas, serrarias, olaria, aeroporto e residências da NOVACAP (www.novacap.df.gov.br/) e a Usina da Granla do Ipe, de 25 HP. Em 1962, foi construída a Usina Térmica, de 10 kW, e montada a Usina Diesel - Elétrica, de 5.700 kW, posteriormente começou a ser construída a Usina do Paranoá, de 17.000 kW, que ficaria pronta neste mesmo ano.

 

 

Brasília já tinha sete anos e os moradores da capital ainda sofriam com o racionamento de energia. Para resolver esse problema, o Ministério de Minas e Energia criou, em 1967, um Grupo de Trabalho e algumas medidas fundamentais foram criadas. Uma delas foi a assinatura do ato de constituição da Companhia de Eletricidade de Brasília - CEB, no dia 16 de dezembro de 1968. Com isso, o DFL da NOVACAP foi substituído pela Companhia, uma Empresa de Economia Mista, com mais autonomia e flexibilidade administrativa. Quanto à área técnica, o serviço da CEB limitou-se à expansão e melhoria das redes de distribuição.

 

 

A década de 70 começou com a implantação das medidas recomendadas pelo Grupo de Trabalho. Foi assinado um acordo de investimento e de compra e vendas de energia elétrica entre Furnas (www.furnas.com.br/), Centrais Elétricas de Goiás S/A e a CEB, com interferência da Eletrobrás, para suprimento de energia elétrica em grosso ao DF. Furnas ficou responsável pelo abastecimento de energia, cumprindo empreendimento para construção de linhas de transmissão e de subestações, além de usinas hidroelétricas. Nesse acordo, à CEB caberia planejar e executar a solução definitiva do suprimento de energia.

 

Em 29/03/71, foi criado Fundo de Auxilio aos Empregados da CEB, originando a FACEB - Fundação de Assistência dos Empregados da CEB, começando a sua instalação em 14 de junho de 1976, a fundação tem por finalidade, instituir e administrar planos privados de concessão de benefícios complementares ou assemelhadas aos da Previdência Social, aos empregados da CEB, da FACEB (www.faceb.com.br/) e aos seus dependentes. O funcionamento do Centro de Operação do Sistema- COS teve o seu início no ano de 1976, com finalidade de supervisionar a rede elétrica de Brasília, através de computadores.

 

De 1975 a 1977 a CEB foi considerada, como a empresa mais rentável do Setor Elétrico brasileiro, considerado o índice de lucro líquido sobre patrimônio líquido.

 

A Companhia através do convênio assinado com o INCRA, deu início ao programa de eletrificação rural. No ano seguinte, todas as cidades satélites receberam ligação definitiva.

 

Em 1978 a CEB finalizou um Plano Bienal de iluminação Pública, atingindo a marca de 50 mil pontos de luz em todo o DF. No final dos anos 70 a empresa alcançou a marca de 200 mil consumidores.

 

Nos anos 80 a CEB investiu pesado em subestações de transmissão. Duas foram ampliadas - a de Taguatinga e a de Brasília Norte e, até o final da década, seriam construídas mais doze.

Outra linha de investimento foi no atendimento ao público. Com esse projeto, os clientes passaram a poder apresentar sugestões, apontar irregularidades e solicitar informações.

 

Em 30 de abril de 1982, teve início a criação da ASCEB- Associação dos Empregados da CEB (www.asceb.com.br/), com o objetivo de promover o bem-estar dos empregados associados, através de atividades sociais, culturais, recreativas e esportivas.

 

Em 1984 foi a vez do STIU- Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Urbanas, nas Atividades de Meio Ambiente e nos Entes de Fiscalização e Regulação dos Serviços de Energia Elétrica, Saneamento, Gás e Meio Ambiente no Distrito Federal (www.stiudf.org.br/), que é o órgão classista, de massa, autônomo e democrático, constituído para fins de estudo, organização, coordenação, proteção, representação legal, defesa dos direitos e interesses coletivos e individuais da classe trabalhadora da área.

 

Em 1987 a CEB começou a desenvolver o projeto na área de economia e conservação de energia elétrica, como os projetos PROCEL (www.procel.com.br/) nas escolas, diagnóstico energético e substituição de lâmpadas incandescentes por vapor de mercúrio e vapor de sódio no sistema de iluminação pública.

 

Na década de 90 as ações da CEB foram marcadas pela execução de obras de grande alcance social, como a implantação de infra-estrutura de energia elétrica nos novos assentamentos urbanos criados no Distrito Federal.

 

Em 1991, foi lançado o Projeto Cliente, que objetivava melhorar os anseios dos consumidores. Neste ano foi ampliado o Ligue CEB 120. Outra linha de frente importante foi a instalação de novos pontos de iluminação pública. Nos últimos oito anos a CEB instalou mais de 60 mil novos pontos de iluminação no DF. Foi lançado o Programa Alumiar, com previsão de instalação de energia elétrica em 3 mil unidades consumidoras rurais.

 

Em 1993, a história da empresa registra um fato de grande relevância: passando de Companhia de Eletricidade de Brasília; para COMPANHIA ENERGÉTICA DE BRASILIA (www.ceb.com.br), a CEB ampliou seus mercados de atuação; além de continuar sendo a distribuidora oficial de eletricidade do DF, assumiu, também, a permissão para distribuição do gás canalizado e outras fontes de energia na região.

 

O Espaço Memória da CEB (memoria@ceb.com.br) foi criado em 15 de dezembro de 1994, tendo como objetivo o resgate, preservação e divulgação da história da CEB e da eletricidade do Distrito Federal. O espaço busca também esclarecer aos visitantes os conhecimentos básicos de eletricidade, desde a geração, transmissão até a distribuição de energia elétrica.

 

Em maio de 1995, a CEB criou a Ouvidoria Interna com os objetivos básicos de: valorizar os empregados, buscar a melhoria dos processos internos e ganhar experiência para atender melhor o cliente externo. Neste ano, numa nova etapa, o Programa Alumiar 2 levou energia a mais 2,5 mil propriedades.

 

1996 - Os monumentos de Brasília ganham nova iluminação, tornando-se vista obrigatória para os moradores e visitantes. O espetáculo da esplanada iluminada foi produzido em conjunto pela NOVACAP (www.novacap.df.gov.br), pela Eletrobrás (www.eletrobras.gov.br/) em convênio com a CEB.

 

Em 1997 a CEB investiu na área de transmissão, construindo mais três subestações: uma no Paranoá, outra em Santa Maria e outra em Águas Claras. Neste ano a Ouvidoria Interna da CEB, foi transformada em Ouvidoria Geral da CEB (ouvidoria@ceb.com.br), um canal de comunicação permanente com os públicos internos e externos, sobretudo uma defensora do cliente;destacamos que foi a primeira Ouvidoria a ser criada dentro do complexo do GDF. A CEB estrategicamente começou a investir em novos negócios, como Telecomunicações, Transmissão de Dados, Serviço de Consultoria e Produção de Energético e ainda, autorização da subsidiária integral, a CEB Participações SA - CEBPar, através da Lei Distrital nº 1788 de 27/11/1997.Também neste ano, a CEB, obteve a concessão para construção de duas usinas hidrelétricas , em parceria com outras empresas: Queimado, em MG; e Lajeado, em TO, visando diminuir sua dependência com relação a Furnas e Itaipu (www.itaipu.gov.br/)

 

A CEB assinou, em agosto de 1999, com a Agência Nacional de Energia Elétrica - ANEEL (www.aneel.gov.br/), contratos de concessão de energia elétrica, com vigência até 2015, para exploração do potencial de energia hidráulica da UHE Paranoá, e, até 2015, para geração termelétrica da UTE Brasília. Nesse mesmo ano foi autorizada à empresa a participação nos serviços de telecomunicações, transmissão de dados e prestação de serviços de consultoria, através da lei 1.787, de 27/11/97. Foi criada a CEB Lajeado SA - CEBLajeado, através da Lei Distrital nº 2515, em 31/12/1999. A CEB, no final da década de 90, fez um convênio com a CELG para construção de um gasoduto para Brasília, também elaborou a proposta de construção de uma Termelétrica no Distrito Federal. Com este empreendimento, a empresa estará dando um salto fenomenal em sua capacidade de produção própria de energia. Ainda foi assinado protocolo de intenções entre o Distrito Federal, o estado do Goiás e a Petrobrás, com a interveniência da Eletrobrás, objetivando estudos de viabilidade técnico-econômica da oferta de gás natural e instalação de usinas para atender o mercado do Centro-Oeste.

 

A década de 90 foi marcada pela coleção de prêmios conquistados pela CEB,

 

Em 1992, a empresa conquistou o título OPERÁRIO BRASIL- concurso promovido pela Rede Globo e o SESI premiando o empregado Sérgio Gomes Lourenço. Somente duas empresas conquistaram esse título no DF.

 

Em 1993, ficou entre as sete empresas premiadas com o "Top de Recursos Humanos" (ADBV).

 

No ano 1996, ganhou o prêmio de Melhor Empresa do Setor Elétrico concedido pela revista Exame. De 1996 a 1998, a CEB recebeu o título de maior arrecadadora de ICMS dentro do GDF e segunda maior do DF. Foi a primeira empresa do DF a ganhar o título de Empresa Cidadã, conferido pelo IBASE (Instituto Brasileiro de Análises Sócias e Econômicos) (http://www.ibase.br/).

 

Em 1998, foi considerada a 39ª estatal do país a 50ª maior empresa de serviço do Brasil, a 10ª maior da Região Centro-Oeste e a 8ª maior do DF. Neste mesmo ano foi celebrado o Consórcio CEMIG/CEB em 16/01/1998.

 

1999 - Ganhou o título de Patrono da Cultura Brasileira oferecido pelo Ministério da Cultura. Menção honrosa concedida pelo Ministério das Minas e Energia, Eletrobrás e Procel por ter sido a primeira concessionária de energia elétrica a atuar como empresa de conservação de energia. Ainda neste ano foi considerada a melhor empresa da região Norte/Centro-Oeste pela ABRADEE (www.abrade.org.br).

 

A CEB investiu em geração de energia no ano de 2000 nos três projetos em que participa: Usina de Lajeado, Usina Queimado e Usina Corumbá IV. Foi promulgada em 10.01.2000 a Lei Distrital nº 2.518, que autoriza a criação da Companhia Brasiliense de Gás- CEBGÁS. A CEB PARTICIPAÇÃO S.A.- CEBPar, iniciou suas operações em 26.01.2000 com o objetivo de comprar e vender participação acionárias ou cotas de outras empresas energéticas, de telecomunicação e de transmissão de dados. A CEB foi autorizada a criar a CEB GERAÇÃO, Lei Distrital nº 2.648, de 26.12.2000, que tem como objetivo a geração e a comercialização de energia produzida pelas usinas do Paranoá e Térmica. Recebeu também o prêmio de Melhor Empresa Distribuidora de Energia Elétrica da Região Centro-Oeste, no quesito: "Satisfação do Consumidor", realizada pela ANEEL.

 

Em 24 de maio de 2001, pela Lei Distrital nº 2.710, o GDF autorizou a reestruturação societária da CEB. A empresa continuou investindo grande parte de seus recursos financeiros em geração de energia nas Usinas: Luis Eduardo Magalhães, Corumbá IV, Corumbá III e Queimado. O Programa CEB Solidária e Sustentável, iniciou sua atuação com um projeto de inserção e reinserção social de crianças , denominado "Gente de Sucesso", que foi implementado em parceria com o Instituto de Integração Social e Promoção da Cidadania - INTEGRA e com a Vara da Infância e da Juventude do Distrito Federal - VIJ. Neste ano a empresa recebeu certificado pela inclusão entre as Maiores do ISS e ICMS do Distrito Federal. Ainda neste ano ocorreu uma perda no consumo de energia elétrica da ordem de 13% devido ao racionamento.

 

Em 2002 recebeu o troféu Empresa Cidadã, concedido pela Confederação Nacional da Industria - CNI. Neste ano o mercado de fornecimento de energia da CEB cresceu 4,4% em relação a 2001, mas os resultados econômicos e financeiros da Companhia foram impactados fortemente, sobretudo pela desvalorização do real frente ao dólar americano, pela variação dos índices que corrige os preços internos e contratos e, pelos reflexos do Programa de Racionamento de Energia Elétrica extinto em fevereiro de 2002. A Companhia registrou, assim, um prejuízo de R$ 174.410 mil, sendo que parte deste foi absolvido pelas reservas de lucros e de capital. Ampliação das Subestações: Brasília Norte( 138 kV) e Santa Maria, que foi transformada de 69 kV para 138 k. Ainda neste ano a empresa promoveu ações vinculadas a área de Patrimônio Humano favorecendo a consecução das metas setoriais e empresariais, a partir da atuação por processo com foco na convergência de esforços para resultados.

Em 2003 a CEB investiu na capacitação dos empregados através da implantação do Programa MPP - Mapeamento do Perfil Profissional buscando saber onde cada perfil se adequava em determinada área e quais eram suas principais aptidões. Assim, foi possível realizar a revisão e o mapeamento geral de processos tornando a empresa com maior qualificação para atender seus clientes. Neste mesmo ano, a CEB recebeu o prêmio da Fundação COGE. Dentre 30 empresas com 63 projetos e nove indicações para a categoria Gestão de Segurança e Saúde Ocupacional, a CEB foi indicada em primeiro lugar. A solenidade ocorreu no dia 27 de novembro de 2003, no Iate Club de Santa Catarina em Florianópolis. No decorrer do ano, foi implementado e consolidado o Modelo CEB de Balanced Scorecard, Indicadores Balanceados de Desempenho que denomina uma Metodologia de Gestão Estratégica, cujos objetivos estratégicos da empresa são estabelecidos e monitorados por meio da definição de indicadores de performance; seu propósito é traduzir a missão e o foco das empresas em um conjunto abrangente de indicadores de desempenho que serve de base para um sistema de controle e gestão estratégica.

 

No ano de 2004, a ANEEL, na revisão tarifária, considerou na tarifa apenas cerca de 60% dos custos operacionais até então praticados pela CEB. A partir disso a empresa precisou fazer uma adequação nos seus custos para ajustar à nova receita a ser obtida com a nova tarifa. O novo marco do setor elétrico-energético, também trouxe a necessidade de adequação da empresa a novas regras, em especial as estabelecidas nas leis 10.847 e 10.848 de março de 2004. No Planejamento Empresarial Corporativo de 2004 foi atualizado o processo de gestão estratégica com a implantação do Balanced Scorecard que incorpora o gerenciamento de indicadores de desempenho já praticada na empresa, mas acrescenta um conjunto de medidas representativas e integradas que vincula o desempenho segundo as perspectivas do desenvolvimento Regional, Sócio-Ambiental, Econômico- Financeira,Clientes-Mercado, Processos internos e Conhecimento, Infra-estrutura e Aprendizado do Patrimônio Humano. Com estes ajustes e mudanças a CEB mostrou-se capacitada pela população recebendo os prêmios Top of Mind em serviços públicos do DF do Jornal de Brasília e o Prêmio IASC da ANEEL de satisfação do cliente como empresa de melhor distribuição avaliada pelos consumidores de energia elétrica da Região Centro-Oeste.

 

"Sendi Brasília é um marco na história dos Seminários de Energia Elétrica". O XVI Seminário Nacional de Distribuição de Energia Elétrica (SENDI 2004), que aconteceu de 21 a 24 de novembro na Academia de Tênis de Brasília foi uma promoção da Associação Brasileira dos Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee) e organização da Companhia Energética de Brasília (CEB). A solenidade de abertura do seminário contou com a presença de mais mil pessoas, no auditório da Academia Hall. O evento foi um sucesso a começar pelo número de participantes inscritos: 1.750 pessoas de vários Estados, ultrapassando em mais de 60% a previsão inicial dos organizadores. foi registrada a participação maciça das empresas do setor e dos outros apoiadores, que ocuparam 68 estandes na área da feira na Academia de Tênis. os quatro dias do evento foram marcados por intensos debates sobre temas de relevância nacional, como novo modelo de setor elétrico, eficiência e matriz energética, pesquisa e tecnologia, responsabilidade social, entre outros. Ao final dos dias de debates, os diversos shows contribuíram para a integração e os momentos de lazer dos participantes, desde o intimismo do violeiro Ivan Vilela à exuberância e som marcante da Escola de Samba Mangueira.

 

A revisão tarifária determinada pela ANEEL em agosto de 2004 motivou a restauração produtiva na CEB, da qual faz parte a arquitetura que entrou em vigor em março de 2005. A nova estrutura da CEB manteve a essência da arquitetura organizacional até então vigente, preservando a organização da empresa com base na identidade institucional e na qualidade das pessoas. As alterações buscam favorecer ainda mais um melhor uso dos recursos para a obtenção dos resultados de todos os processos na empresa.

 

Seguindo essas medidas de adequação foi implementado o PDV - Programa de Desligamento Voluntário - com o desligamento no primeiro trimestre de cerca de 200 empregados. Com a restauração do setor elétrico, a CEB modificou sua visão empresarial passando de simples distribuidora de energia elétrica para uma atuação na área de geração. Essas mudanças são importantes para superação dos desafios impostos pela revisão tarifária e pelo novo marco do setor elétrico.

 

Em 2005, a CEB priorizou obras de Iluminação Pública. Em parceria com o GDF, vem realizando projetos de extensão como na Saída Sul, do trevo do aeroporto, até o Catetinho, passando pelo Parkshopping, e na Saída Norte, do Posto Colorado até Sobradinho. Foi feito também as vias de acesso ao Lago Oeste, com mais de 14 km de obras. Foram concluídas as obras da Vila Estrutural, do Loteamento Taquari, das vias de acesso à Ponte JK, Itapoá, QNP de 21 a 27, QNR de 2 a 4 de Ceilândia, e realizadas diversas obras em todas as administrações regionais.

 

Além da expansão da Iluminação Pública, outro importante projeto da CEB é a iluminação de Realce, que é feita em pontos históricos do DF promovendo a promoção do turismo da cidade.

 

No dia 26 de novembro de 2005 foi inaugurada a Usina Hidrelétrica de Corumbá IV que propiciará o desenvolvimento sócio-econômico da região, por meio da implementação de um pólo turístico e de lazer que vai gerar empregos e renda para atender a crescente demanda do Distrito Federal e no seu entorno. Além de ser indutora do desenvolvimento regional, a CEB visualizou a possibilidade de diminuir a dependência do suprimento em relação a Furnas.

O ano de 2006 iniciou com a implementação da reestruturação societária da empresa, atendendo a definição da Lei nº 10.848, de 15 de março de 2004, aprovada pela Resolução Autorizativa nº 318/2005 – ANEEL. A Companhia Energética de Brasília – CEB passou à condição de holding, sendo criada a CEB Distribuição S.A, com personalidade jurídica distinta e foco no negócio de distribuição e comercialização de energia elétrica no Distrito Federal. 
 
A reestruturação societária respeitou um modelo conceitual de reestruturação organizativa comum às empresas do setor elétrico brasileiro; porém, manteve como objetivo empresarial comum às empresas do “Grupo CEB” a coerência de desenvolver ações preditivas e corretivas de equacionamento do equilíbrio econômico-financeiro, resguardada a excelência de prestação de serviços e do atendimento a clientes, parceiros e mandatários. 
 
No exercício de 2006, os dirigentes e técnicos da Empresa ampliaram a capacidade de gestão para superar os desafios impostos por fatores exógenos e cumprir as metas definidas no seu planejamento estratégico, para atingir os resultados empresariais e sociais exigidos pela sociedade do Distrito Federal, tendo suas práticas de gestão e resultados alcançados, delas decorrentes, obtido o reconhecimento pelo Programa Qualidade DF, com prêmio JK. 
 
Todo o esforço da CEB-D para reduzir custos beneficiou diretamente a população do DF, que na época tinha a segunda menor tarifa residencial do país, que, neste contexto reconheceu, em 2006, a empresa como a melhor distribuidora de energia das regiões Norte e Centro-Oeste, conforme premiação da Associação Brasileira de Distribuidoras de Energia Elétrica – ABRADEE. 
 
O resultado da pesquisa ABRADEE realizada em março/abril de 2006 mostra que, de 2005 a 2006, a CEB cresceu significativamente em todos os indicadores avaliados pelos clientes, com destaque para Atendimento ao Cliente, que teve um crescimento de 8,4%, e Imagem da Empresa, com uma elevação de 8%. Com isso, o ISQP - Índice de Satisfação da Qualidade Percebida - saltou dos 75,9% apurados em 2005 para os 83,2% verificados agora, um expressivo crescimento de 7,3%. O melhor de toda a história da CEB.
 
Os resultados da pesquisa também demonstram que, na percepção do cliente, em todos os indicadores pesquisados a CEB alcançou índices superiores à média nacional, apurada pela ABRADEE entre os clientes de todas as distribuidoras do Brasil. Quando comparado com as médias regionais, os índices alcançados pela CEB estão significativamente acima dos apuradas no Centro-Oeste, Nordeste e Sudeste. Importante ressaltar que esses expressivos resultados foram conseguidos mesmo com a tarifa praticada pela CEB sendo a quinta menor do país, segundo o site da ANEEL.
 
A CEB registrou , em 2006, a consolidação de medidas eficazes para o suprimento energético do Distrito Federal, bem como inaugurou a Usina de Corumbá IV, que garantirá o suporte necessário ao desenvolvimento da área de atuação mais direta da CEB. 
 
Em 31 de dezembro de 2006, a CEB-D registrou o total de 743.542 clientes, com crescimento de 2,36% em relação a dezembro de 2005. O consumo de energia elétrica em 2006 teve um aumento médio de 4,89%, no total de 3.989.428 MWh. 
 
A nova Diretoria da Companhia empossada em 2007 adotou como metas empresariais de relevância a reestruturação econômica e financeira, e a melhoria na qualidade dos serviços prestados.  
 
Assim, a Companhia foi reestruturada em termos organizacionais tendo como perspectiva a racionalização das atividades. Contratos de prestação de serviços foram renegociados, contemplando, inclusive, as novas necessidades decorrentes da redução do quadro funcional. Foi implantada criteriosa análise de despesas operacionais antes recorrentes, diminuindo seus montantes e até eliminando-as completamente. Passivos de curto prazo foram liquidados ou substituídos por outros com encargos (custos) menores.  
 
As fragilidades do sistema de distribuição existentes em 2007 determinaram a necessidade de ampliação imediata de recursos para aplicação em investimentos. Os investimentos realizados neste ano iniciaram um movimento que visava resgatar a qualidade dos serviços que, no passado, colocou a Companhia entre as melhores empresas distribuidoras do País.  
 
Em 31 de dezembro de 2007, a CEB Distribuição S.A. registrou um total de 766.472 unidades consumidoras, com crescimento de 3,1% em relação a dezembro de 2006. O consumo médio de energia elétrica no Distrito Federal aumentou 7,6% , representando 4.292.377 MWh.
 
A CEB Distribuição S.A. venceu pela segunda vez o IASC, Índice ANEEL de Satisfação do Cliente. A empresa foi apontada como a melhor distribuidora de energia do Centro-Oeste. A intenção do IASC é estimular a melhoria da qualidade dos serviços prestados pelas concessionárias por meio da opinião dos clientes. A CEB Distribuição S.A. foi contemplada ainda, com a Medalha Eloy Chaves. O objetivo prêmio é reconhecer a atuação das empresas de energia elétrica de todo o Brasil que são destaque na prevenção de acidentes de trabalho.
 
Em 2008, alcançaram estágio operacional as seguintes empresas integrantes da CEB Holding: CEB Distribuição S.A., CEB Geração S.A., CEB Participações S.A., CEB Lajeado S.A., Companhia Brasiliense de Gás S.A., Corumbá Concessões S.A. e a BSB Energética S.A. Nesse ano, apenas a Energética Corumbá III S.A. encontrava-se em estágio pré-operacional. 
 
Constatou-se em 2008 a reversão do Patrimônio Líquido da CEB Distribuição S.A., alcançando o montante de R$ 11,41 milhões positivos. Esse desempenho atesta a eficácia da estratégia empresarial adotada e dos instrumentos aplicados para viabilizá-la. 
 
Os investimentos no âmbito da CEB-D foram da ordem de R$ 134,32 milhões, sendo que deste total, R$ 73 milhões foram para atender aos consumidores, considerando a entrada em operação de diversas obras. 
 
A CEB-D conquistou o Prêmio Índice ANEEL de Satisfação do Consumidor (IASC) 2008. A empresa foi apontada como a melhor distribuidora de energia da Região Centro-Oeste. 
 
No ano de 2009 consolidou o projeto de recuperação dos níveis de investimento, com nova abordagem a partir da implantação do Projeto CEB 10 – Força Nova para a Distribuição de Energia no DF. Essa iniciativa teve como objetivo tornar a CEB Distribuição S.A. uma das dez melhores distribuidoras de energia elétrica do Brasil segundo os critérios da Associação Brasileira das Distribuidoras de Energia Elétrica (ABRADEE). 
 
Nesse ano a CEB-D manteve os resultados, propiciando o reconhecimento dos agentes financiadores, com relação aos bons resultados atingidos em curto período de tempo. O lucro no exercício alcançou, em 2009, R$ 20,8 milhões; o patrimônio líquido evoluiu R$ 315,8 milhões, passando de R$ 11,4 milhões em 2008 para R$ 372,2 milhões, consolidando a tendência crescente iniciada em 2007. 
 
Em 31 de dezembro de 2009, a CEB-D registrou o total de 826.688 unidades consumidoras, com crescimento de 4,1% em relação a dezembro de 2008. 
 
Apesar de o consumo de energia no País ter caído 1,1% em 2009, o mercado de energia elétrica do DF cresceu 10,6% em relação ao mesmo período em 2008, atingindo 5.036 GWh. 
 
Em 2009, a CEB-D recebeu importantes premiações. Destaque-se o prêmio internacional da Comissão de Integração Energética Regional (CIER), como a distribuidora de energia elétrica que teve a maior evolução do índice de satisfação da qualidade percebida. A Companhia conquistou também pela quinta vez o prêmio IASC (Índice Aneel de Satisfação do Consumidor), sendo escolhida a melhor distribuidora de energia elétrica do Centro-Oeste. 
 
 

 

 

Durante a gestão de 2011 a 2014, a CEB Distribuição investiu em três grandes projetos. O primeiro foi a realização de 10 grandes obras para a Copa do Mundo no Brasil. Os empreendimentos foram planejados pela distribuidora e pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) a fim de atender os requisitos e critérios de confiabilidade exigidos pela FIFA para o Estádio Nacional Mané Garrincha, e também para garantir eficiência, segurança e continuidade para a área central de Brasília. Com investimento de cerca de R$ 120 milhões, as obras foram concluídas antes mesmo da realização do torneio mundial, em junho de 2013. 

 

As dez obras da Copa:

01 Linha de Distribuição de Alta Tensão ST. Maria/Mangueiral

02 Linha de Distribuição de Alta Tensão Samambaia/Brasília Norte

03 Linha de Distribuição de Alta Tensão Riacho Fundo/Setor Hípico/ Setor de Embaixadas Sul

04 Construção de Subestação Setor Hípico

05 Linha de Distribuição de Média Tensão Sudoeste/Estádio Nacional

06 Ampliação da Subestação Brasília Centro

07 Ampliação da Subestação Sudoeste

08 Linha de Distribuição de Alta Tensão Brasília Centro/Estádio Nacional

09 Linha de Distribuição de Alta Tensão Sudoeste/Estádio Nacional

10 Construção da Subestação Estádio Nacional

 

A CEB implementou ainda o Programa de Eficiência Energética (PEE) Agente CEB. O PEE realizou a troca de refrigeradores e lâmpadas, velhos e de alto consumo, por equipamentos mais eficientes. No total, 29 mil geladeiras e 520 mil lâmpadas de famílias beneficiárias da Tarifa Social de Energia foram substituídas em todo DF.

 

O terceiro grande projeto realizado pela Companhia foi a inauguração de um novo padrão de iluminação pública do DF baseado em tecnologia LED. O Eixo Monumental foi o primeiro empreendimento em LED realizado; foram 700 postes na extensão de 16 km totalizando um investimento de R$ 7,3 milhões. 

 

 

 

Veja ainda: Acervo fotográfico da Companhia Energética de Brasília

- Nele você encontrará fotos antigas sobre iluminação pública até as mais recentes da nossa capital.

 

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