Terceira edição do Agente CEB supera meta de equipamentos distribuídos

ECONOMIA DE ENERGIA - A terceira edição do programa Agente CEB superou a meta de equipamentos distribuídos. A Companhia Energética de Brasília havia previsto substituir 7 mil refrigeradores e 80 mil lâmpadas, além de doar 2 mil aquecedores solares. Mas, com a alta demanda da população, a empresa fez um aditivo no contrato para aumentar a oferta.

 

 

 

Assim, foram trocadas 8.750 geladeiras usadas por novas e 100 mil lâmpadas incandescentes ou fluorescentes por modelos de LED. Já a doação de aquecedores resultou em 2,6 mil famílias beneficiadas.

 

 
“A gente viu que tinha público, as pessoas estavam solicitando uma quantidade maior de equipamentos. [Com o aditivo no mesmo contrato], o projeto sai mais barato e beneficia mais gente”, avalia Junio de Matos, engenheiro eletricista da Gerência Socioambiental e de Pesquisa e Desenvolvimento da CEB.

 

 
Com o acréscimo de benefícios, o programa somou R$ 20.619.978 investidos em equipamentos e serviços em 2017.

 

 
A moradora de Ceilândia Maria Gonçalves, de 46 anos, foi uma das primeiras agraciadas com aquecedor solar, há um ano.
 
Maria Gonçalves passou a economizar R$ 60 por mês com o uso do aquecedor solar fornecido pela CEB.
Foto: Tony Winston/Agência Brasília

 

 
À época, quando recebeu a reportagem, a expectativa dela era de alívio para o bolso — o chuveiro elétrico representa cerca de 30% dos gastos domésticos com energia —, mas os benefícios foram além.

 

 
Em tempo de crise hídrica e racionamento no DF, Maria aponta outra vantagem do sistema de aquecimento: “Eu não fico mais sem esse aquecedor. Até quando falta água, a gente consegue tomar banho normalmente”. Sete pessoas vivem na residência.

 

 
Os aquecedores doados no programa têm capacidade para esquentar 200 litros de água, na temperatura de 60º C, usando apenas a luz solar. Para resguardar as famílias em dias sem sol, o reservatório consegue abastecer por dois dias uma casa com uma média de seis moradores.

 

 
“Eu não fico mais sem esse aquecedor. Até quando falta água, a gente consegue tomar banho normalmente “Maria Gonçalves, moradora de Ceilândia

 

 
À época da doação do aparelho, técnicos da CEB calcularam que Maria teria uma economia de R$ 420, mas a estimativa dependia dos hábitos de cada um, como o tempo do banho.

 

 
Para poupar energia e água, os moradores se esforçaram. “Minha conta era de cento e pouco reais. Hoje, vem uns R$ 40”, informa a dona de casa. No total, o valor economizado em um ano soma R$ 720.

 

 
 
Estimativa de redução de consumo de luz com o Agente CEB

 

 
A estimativa anual de redução de consumo de energia elétrica no DF com a distribuição dos equipamentos, segundo a CEB, é de 1.572.000 kWh com os aquecedores solares, de 3.291.000 kWh com as lâmpadas e de 3.600.000 kWh com os refrigeradores.

 

 
Uma geladeira velha, por exemplo, tem uma média de consumo de 120 kWh/mês, enquanto um eletrodoméstico novo consome, em média, 60 kWh/mês.

 

 
Para comparar, o consumo médio de uma residência do DF, segundo a companhia, é de 194 kWh por mês, o que equivale a 2.328 kWh por ano.

 

 
Os 8.463.000 kWh/ano estimados de economia com a terceira edição do programa Agente CEB seriam suficientes para abastecer, durante 365 dias, 3.635 casas.

 

 
AMANDA MARTIMON, DA AGÊNCIA BRASÍLIA
Disponível em:<https://www.agenciabrasilia.df.gov.br/2018/01/06/terceira-edicao-do-agente-ceb-supera-meta-de-equipamentos-distribuidos/>. Acesso em: 8 jan. 2018.

 

 

 

 
 
Mais:
Os aquecedores e o serviço de instalação são doados pela CEB. A seleção das residências é realizada por meio de visitas de campo dos agentes do programa, que verificam as condições estruturais das casas para instalação da placa de captação da luz solar e do reservatório térmico (onde a água aquecida fica armazenada). 
 
O equipamento tem capacidade para aquecer 200 litros de água utilizando apenas a luz solar. A meta do Agente CEB é instalar de 2 mil aquecedores solares em localidades de baixa renda do Distrito Federal.  
 
O Agente CEB é um Programa de Eficiência Energética (PEE) regulado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL). O recurso para o investimento é previsto na Lei Federal Nº 9.991, de 24/07/2000, que determina, às distribuidoras de energia, investirem, no mínimo, 0,5% de sua receita operacional líquida anual em ações que tenham por objetivo o combate ao desperdício de energia elétrica. 
 
Aquecedores instalados em casas populares no Riacho Fundo II. 
 

 



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