Nova iluminação pública no entorno do Hospital de Ceilândia traz mais segurança e economia de até 60%

População se sente mais segura com a troca de luminárias por LED.

 

 

O sol se põe, mas parece dia na Qnm 28 e no estacionamento do Hospital Regional de Ceilândia. Ao entardecer, os postes acendem automaticamente, sem deixar que as centenas de pessoas que passam na região fiquem um minuto no breu. Em março, a Companhia Energética de Brasília (CEB) realizou a substituição de 398 lâmpadas de vapor de sódio por luminárias de LED, alterando completamente as condições da iluminação pública no local.

 

Paulo Henrique Nazareth, engenheiro eletricista da CEB

 

Segundo Paulo Henrique Nazareth, engenheiro eletricista da CEB há 21 anos, a luminária de LED apresenta uma série de vantagens sobre as lâmpadas comuns. “A economia de energia pode chegar à 60%. Os LED’s possuem 60 mil horas de vida útil e perdem apenas 30% de luz quando atingem esse tempo. Já as lâmpadas de vapor de sódio queimam quando chegam às 32 mil horas”, afirma Nazareth. 

 

No entorno do Hospital de Ceilândia, o consumo de energia de uma lâmpada de vapor de sódio 400w custava R$68,70 por mês. Agora, o gasto mensal será de R$38,27. A previsão da área técnica da CEB é que o investimento em lâmpadas LED retorne para os cofres públicos em 33 meses, apenas com a economia de energia. 

 

O comerciante José Alves trabalha há 20 anos na frente da emergência do hospital. Ele conta que a área nunca esteve tão clara como agora. “Eu reduzi o consumo de energia do meu estabelecimento depois da troca das luminárias. Minha lanchonete fica aberta 24 horas por dia. Antes as pessoas tinham medo de ficar aqui de madrugada, agora não mais. Me sinto seguro para servir durante toda a noite”.  

 

 

Estacionamento dos servidores do Hospital de Ceilândia após o investimento em LED

 

A instalação de luminárias de LED na região trouxe segurança não só para os comerciantes locais, mas também para os trabalhadores do hospital de Ceilândia. Vigilante há três anos, Edimar Campos conta que trabalhar naquela área é arriscar a vida todos os dias. “Perdemos um colega vigilante que foi surpreendido por um bandido que roubou sua arma e atirou. A iluminação faz parte do trabalho do segurança, é um instrumento importante para identificar possíveis situações de perigo. Com essa claridade é mais difícil que isso aconteça novamente”.  

 

Quem também está feliz com a nova iluminação pública é Rubinaldo Lima. Eletricista há 39 anos no Hospital de Ceilândia, ele explica que o LED diminui consideravelmente a necessidade de manutenção. “As luminárias de vapor de sódio, quando aquecem, desligam automaticamente. Até as equipes conseguirem religar, o local ficava no breu. O bandido vive de oportunidades e eram nesses momentos que eles tentavam se aproximar”. 

 

As novas luminárias facilitaram o trabalho do eletricista Rubinaldo Lima e do vigilante Edimar Campos
 

No momento da troca das luminárias, Marlon Lelis estava trabalhando na Drogaria que fica na avenida do hospital. “Eu percebi a diferença na iluminação na mesma noite. Agora está sempre claro e inclusive tem mais gente na rua”, afirma. 

 

Adolescentes voltando do treino de basquete na avenida iluminada 

 

Com a iluminação nova, aumentou a sensação de segurança e o fluxo de pessoas na avenida em frente ao hospital da Ceilândia. Na quarta-feira (27.03), por volta das 21h, um grupo de seis adolescentes andava tranquilamente pela rua a caminho da parada de ônibus. Eles voltavam do treino de basquete da Escola Parque. “Achamos essa nova iluminação uma medida de segurança muito boa. Antes era amarela e não iluminava tão bem. Agora são brancas, bem melhor pra gente ver de longe”, observou João Mesquita, de 16 anos.

 

A substituição das luminárias de vapor de sódio por LED faz parte do projeto de eficientização da CEB. De acordo com o diretor técnico da Companhia, Paulo Afonso, novas substituições serão feitas em breve no Distrito Federal. “Priorizaremos as áreas públicas que apresentam mais riscos à noite como escolas, praças, quadras de esporte, UPAS e hospitais”, conclui o diretor.
 
 
Brasília, 29 de março de 2019.

 

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