Nota sobre a greve dos empregados da CEB-D

A Diretoria da CEB lamenta a rejeição, pelo Sindicato dos Urbanitários do DF - STIU-DF e de parte dos seus filiados da possibilidade de se chegar a um entendimento para se encerrar a greve, mas segue confiante de que a categoria entenderá a impossibilidade de se alterar cláusulas do ACT de forma a comprometer o processo de desestatização da distribuidora.


A direção da CEB informa que, ao contrário do que alega o STIU-DF, não retirou do acordo a cláusula de estabilidade, até porque esta é uma cláusula típica de empresa publica. O sindicato, por sua vez, exige a alteração da cláusula em comento de forma a impor a estabilidade dos empregados após a empresa passar para o controle privado, o que a atual gestão da CEB não pode fazer.


É inviável, para a CEB, a alteração da cláusula de forma que esta tenha eficácia quando a Distribuidora passar para o controlador privado, posto que a direção não pode contrair obrigações para o novo controlador que nao foram precificadas antes do leilão.


Em relação ao seguro, outra cláusula que não se chegou a um consenso, a CEB propõe que este cubra qualquer acidente ou ocorrência que aconteça quando o empregado está em serviço pela companhia. O sindicado, porém, exige que o seguro, do significativo valor de sessenta salários, cubra qualquer tipo de ocorrência, mesmo que esta ocorra fora da jornada de trabalho, e sem relação alguma com o desenvolvimento da atividade laboral. Importante destacar que o valor do seguro pode chegar a um pagamento médio de até R$ 1 milhão, muito acima dos valores de apólices praticados no segmento de distribuição de energia.


Preocupa à direção da CEB a possibilidade do Sindicato estar utilizando a greve como forma de expressar descontentamento com a decisão de transferir o controle da Companhia para a iniciativa privada, prejudicando milhares de consumidores em todo o Distrito Federal, sendo que muitos dependem do regular fornecimento de energia para sobreviver, como é o caso dos pacientes tratados em casa, em estrutura de home care.


Por fim, a Comissão de Negociação da CEB segue aberta ao diálogo para que o acordo possa ser aprovado com a maior brevidade possível e que as atividades da Distribuidora sejam retomadas integralmente, para que a população não sofra com a falta de atendimento, o que pode gerar apagões no DF.

 
 

Brasília, 09 de dezembro de 2020.

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